E depois, veio alguém e disse qualquer coisa que nem entrou bem no ouvido, mas que realmente foi absurdo. Concentrado ou não, ali estava, de pernas esticadas e braços cruzados, sem que qualquer sopro do vento me abalasse. Pois. Consegui. Nem a maior força, aquela que atravessa as árvores e quebra seus galhos, aquela que levanta toda a poeira contra os meus olhos me abanou. Não. Tão estável. Era mesmo eu.
Tão estável e seguro que entrei num lugar lá no fundo. Bem longe. Que me era absolutamente irreconhecível. Onde estou eu? Até que poderia estar a deixar escrever o que vira. Mas não era nada. Estava tudo escuro. E lá fiquei um bocado. Repousei. Que bom que aquilo foi.
Tinha adormecido em mim mesmo, e quando acordei: Ainda. Ainda estava escuro. Mas que se passa? que mundo é este? que invisibilidade é esta? Desesperei. Estava já cansado daquilo. Decidi abrir os olhos.
ah..
estava de olhos fechados. Ri-me de mim próprio, mas logo de seguida me questionei. Não. Não pode ser. De olhos fechados consigo ver mais ainda do que com eles abertos. Até porque vou mais longe. E vou aonde não consigo ir com eles abertos. Só podia ser por causa dos que ali passavam. Estava desconcentrado. Era só isso. Agora percebo. Mesmo sem sentido fiquei feliz por descobrir. Mesmo não tendo nexo escrevi. Aquilo que vinha. Ou, ia. Enfim.
Epá! Senti um abanão. Que se passou?
Caí.
o vento abanou-te e caís-te.
ResponderEliminaragora, basta levantares-te.
Deste gostei mesmo ,
ResponderEliminarOh André não conhecia este teu lado de escrever ^^^
Mas por mim estás aprovado :D
Beijinho