sábado, 26 de dezembro de 2009

Onde estás tu.

Onde estás tu quando te procuro? Quando desafio o olhar a correr todo o espaço que me vê. E procuro-te sem mais meios. E se ainda não te encontrei , esperarei.
Porque se esperar sei que virás. Amanhã. Ou até depois. Porque não conseguirás passar por esta rua sem que te veja. E não passarás sem que te beije.
Não quero explicações. Só os teus lábios presentes em mim. Só a tua alma dentro do corpo que me possui. E estás lá dentro.
E ainda espero. Espero até passares. Até sentir o cheiro do amor vir. Sei que não estás longe. Estás bem perto. Bem lá dentro. E nada faz sentido. Só a questão que me diz que não vás. Vais e vens. Mas não irás para sempre. Porque quando te apanhar, AI!
Eu sei. Não tem sentido. Mas é assim.
E se ainda te espero, é porque.
Porque há.
Porque não acabará.

Onde estás tu. Espero-te aqui. Vou buscar uma cadeira.
Sentei-me alina rua. À tua espera.
Até sempre




CORROISME DE AMOR.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Dói.

Já tinha adormecido quando a dor me chamou. Que grande aflição. É forte e insuportável. Mesmo assim tentei evitar. Acabaria por ir embora se não lhe desse atenção. Lá o fiz.
Mas não! Continuava a chamar com aquela voz arrogante. Não. Não aguento. Fugi sem destino, por caminhos sem fim, e tentava de tudo para que me deixasse. Corri entre as árvores, as florestas, enchidas de mato, quer dizer, ao correr por ali sem ver onde punha os pés, sem que sentisse os espinhos das plantas arranharem-me.
Não quero saber. Só queria fugir. De um momento para o outro,  deixo de me conseguir mover. Fiquei preso e pronto. Apoderou-se de mim de tal maneira que já nada conseguia fazer para a afastar. E não sei quando vai acabar. Só sei que, de momento, ainda me persegue e abafa, e nada posso fazer. Nem acabar o enredo que segue esta história.
Já não posso ter um momento de sossego.
Doi. Doi mesmo. E nada posso fazer. Porque não sei quando vai acabar.
Se.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Escolhas.

Já não sei que fazer. Estou tão atalhado. E a cada momento que alterno o meu pensamento, envolvendo e tentando empilhar cada qual ao que lhe pertençe, a cada prateleira que lhe serve, fico cada vez mais desorientado.
Já quase não vejo. Tudo o que vejo à frente está a desfocar, e a imagem está a ficar absorvida de modo que já nem eu cabo nela. Dá que pensar e remoer. Porque já não consigo encontrar-me. Mas anseio-me tanto. A mim e a ti. E se tivesse de escolher escolheria os dois. Mas não creio que necessite.
O mérito que nos relaciona foge. Está sensível e frágil, e pouco vento serve. Deixamos passar-nos por mera retórica que vai aqui e ali, que é enganosa. Ou até não. Até que um pouco verdadeira, acredito, mas difícil de tornar. Já não sei. Mas devia. Porque estou ali sentado de pernas esticadas a tentar dissolver um pouco que seja a minha escrita e no entanto, tudo me distrai. Até se surgir um pouco de inspiração, não sei, talvez, por estupidez a deixe fugir. Mesmo se ali estiver debaixo do meu queixo, não reparo. Aliás, não reparo em nada. Já nem sei falar. E tenho tanto que fazer, mas preferi ir para a cama dormir uma sesta.
Acordei. Epá, já é de manhã. Que farei hoje? Tem de ser. Vai ser hoje que vou seguir o trajecto que está morto à tanto tempo. Mas, já não sei se devo. Apesar do discurso, devo trazer alguns actos no bolso. E vendi-os ontem ao sono, para ir dormir. Estou completamente iludido, por uma falsidade que nem quero ver, que simplesmente me creio a pensar que não afectará em nada. É preciso cresçer. Elaborar um esquema de vida. Mas eu não quero saber nada disso. Apenas circulo por aqui e por acolá, vendo as coisas como que uma inspiração, para as postar, mesmo não tendo sentido. Estou aqui a escrever, mas é apenas mais um discurso. Até podia fazer um texto lindo, mas apenas iria ser lido e posto fora. "Pois". E aí está mais um exemplo de um bocejo. Pois, que tantos se usam. Mas como dizia, há algo a escolher. Continuar na farra, ou fazer algo. Eu por mim, escolho os dois. Mas ouve lá, André, secalhar já não acreditam em ti. Já te disse que sou só um discurso retórico. Talvez se fizeres algo, te surja um começo.

Concordo. Escolho os dois. Mas perder o que tenho é que não. ´Vou procurar. Até logo.

Pois.

É que há muita coisa que altera de imediato o estado psicológico. O que mais fazer aqui,e ali, onde nada sequer se sabe. "Pois", disse.
Pois.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

E depois, veio alguém e disse qualquer coisa que nem entrou bem no ouvido, mas que realmente foi absurdo. Concentrado ou não, ali estava, de pernas esticadas e braços cruzados, sem que qualquer sopro do vento me abalasse. Pois. Consegui. Nem a maior força, aquela que atravessa as árvores e quebra seus galhos, aquela que levanta toda a poeira contra os meus olhos me abanou. Não. Tão estável. Era mesmo eu.
Tão estável e seguro que entrei num lugar lá no fundo. Bem longe. Que me era absolutamente irreconhecível. Onde estou eu? Até que poderia estar a deixar escrever o que vira. Mas não era nada. Estava tudo escuro. E lá fiquei um bocado. Repousei. Que bom que aquilo foi.
Tinha adormecido em mim mesmo, e quando acordei: Ainda. Ainda estava escuro. Mas que se passa? que mundo é este? que invisibilidade é esta? Desesperei. Estava já cansado daquilo. Decidi abrir os olhos.

ah..

estava de olhos fechados. Ri-me de mim próprio, mas logo de seguida me questionei. Não. Não pode ser. De olhos fechados consigo ver mais ainda do que com eles abertos. Até porque vou mais longe. E vou aonde não consigo ir com eles abertos. Só podia ser por causa dos que ali passavam. Estava desconcentrado. Era só isso. Agora percebo. Mesmo sem sentido fiquei feliz por descobrir. Mesmo não tendo nexo escrevi. Aquilo que vinha. Ou, ia. Enfim.

Epá! Senti um abanão. Que se passou?

Caí.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ausência

Disseram que me ausentara por instantes. Até custou. E quando ouvi reparei que estava mesmo. Corri porta fora e via o passado a fugir cada vez mais além.
Nem me preocupei se lá tinha deixado algo, mas ouvi de algo que não estava a funcionar. Ou melhor, estava adormeçido assim se diga.

Mas cá estou eu. E estás bem brilhante. Ai agora não foges.

Eu fui, mas voltei. E não irei mais.

Fiquei contente até.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Feliz hoje. Amanhã.

Decidi olhar, e reparei que, algo estava estranho. Sim. Realmente já não estava bem no lugar. Alguém esteve aqui. Ou será que sou mesmo eu, quem anda desorientado? Pois não sei. Provavelmente.

Cada passo,cada momento,que não fica indiferente. Mesmo pensando que sim. Cego meus olhos por aquele momento que se deixou fortificar. Mas ele não será assim para sempre. Agora já foi. É apenas uma memória. Uma boa memória, mas parcial. Quem disse que é suficiente para me conseguir segurar? Estás errado. Aquele que ali vem, sim. Aquele sim é exuberante. E assim lá vou eu 'tentando' segurar. Sabes o que mereçes? És tão irrealista.
Pois, realmente. Vendo bem, até que sim.

Lá fui seguindo. Sinto que não é indiferente. Aliás, não é mesmo. É uma peça que emocionalmente vem e traz alegria. Alegria e tanto mais. Mas então, não tentes apenas. Basta uma ligeira quebra e ..cacos. Mentalizei-me disso. Já tinha isso em mente mas nem sempre assumi a responsabilidade devida.
Dedico imenso ao que vem, mas não ao que me gracifica de momento. Suficientemente. É realmente o rosto de um homem apressado. Mas então volta ao que é suposto.
Suponho que ia ao encontro de uma solução para aquilo que estava estranho. Sim. Mesmo havendo aqueles momentos complicados, não quer dizer que já não tenha solução. Recordo tanto. Tantas memórias que verdadeiramente estampam.
E agora só sinto que, és Tu. E nada mais preciso. Só daquilo que ali está a vir, em nossa direcção. Estás a ver? aquilo será uma memória. Uma boa memória. E será feliz recordá-la. Se agora estou feliz, amanhã quero estar mais. E o modo como se desenrola a história, não é nada mais como que a vontade que o Sol tem de sorrir, mesmo não encontrado, ou indo pelo caminho certo.
Palavras que soltam à toa. Até podem não dar-se bem umas com as outras. Mas não quero saber.
Não importa o que o passado fez de mim. Importa é o que farei, com a coragem de dar cor e sentido a tudo isso. Tudo isso que quero.
E não temo se cometerei alguma toliçe, só vou viver como acho que devo.
Decididamente, tenho algo em mente, e mesmo que algo possa mudar a cada passo inocente, não vou deixar que seja um acto de fraqueza. Não. Agora és só tu quem eu seguro. Porque é assim que quero. Trazes felicidade.

sábado, 5 de dezembro de 2009

E quando estiveres de volta, não temas. Deixa que tudo fuja. Deixa que tudo seja grande. Porque em poucas palavras, eu já estou de volta, e tenho um bom dia para ti.

Até mais logo, quando for e voltar.
Sorri.