sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Raio

Como é possível sequer dirigir uma ordem que nem sequer sabe existir? A complexidade tornou-se de tal maneira ambígua, que só leva à exaltação de todas as vontades, e desejos que manifestamente se mostram evidentes, sem controlo algum, por parte de quem os dirigem, e que loucamente, são imunes a todo o poder...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

o maior contraste.

Poderia permitir desvalecer-me no paraíso que são esses cristais de diamante cujos iluminam mais que todos os sóis e estrelas, que apartir do momento em que se me atravessaram tudo aquilo que possuo, fazendo assim com que todo o sangue que me corre nas veias viaja-se desde então sem sentido obrigatório, tornando-se frágil face a essa força, mas talvez ficasse de mim apenas uma imagem de corpo ridículo de que, proveniente, causado de tal luz, aviltavas.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Breve saudade de uma história real

As estrelas, monotonamente brilharam a noite passada, girando o mundo à volta da noite mitigada, usual como tantas. O sono acalmou, descuidou-se, e sem pensar sequer que a noite iria achar frutos passados, favorecendo o sentido contrário do desenrolar do tempo, relembrou-os, já com o sono avançado, decidindo fazer deles, os frutos mais frescos e coloridos do ramo da árvore que já nem sequer raíz portava.
O sonho voou sobre todos os mares e terrenos, de bolsos vazios, desfocou a realidade, bateu com a cabeça, e tornou-se na maior vontade que o coração impelia de recordar tudo aquilo que havia vivido em si de forma inconsciente. Assim decorreu, decorado do mais belo exclamar físico de um momento que, embora recordado e já vivido de forma muito intensa e bonita, se pronunciou extraordinariamente belo novamente, e tão intensamente, que o fim do enredo a que se submeteu o finito do sonho, se tornou mesmo muito triste ao prenunciador, ao sentido ser, ser que nunca quis tanto nunca ser consciente da precisão a que o mundo vive. Embora consciente do irrealizável cruzar dos ramos que se encontram cada um no oposto dessa árvore da vida, o autor tornou-se daí em diante, um culpado rude do futuro não ser amarelo dado o passado inconsciente em que viveu, causador de todos os rasgos que lamenta ainda de vez em quando..
Guardou o sonho.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Expressão de boas memórias.

É verdadeiramente necessário realçar o contínuo riscar que gradualmente se tornava cheio de vida, sorriso jubiloso olhar, essência que ondula ainda em cabelos nunca sentidos, censurando o desinteresse dos campos de visão da gente do outro lado do mundo da mente dona do próprio pensamento. Isto, porque o currículo do pensamento é vigorosamente extenso, as palavras saltam as folhas, juntas no receptáculo dos olhos da mente, quer do próprio pensador, quer dos que o lêm..Impressionante é notar, como o autor consegue saudar, e sobre este, inspirar-se no optimismo de crer que os passos que tremeram, os nervos que se salientaram, o calor que ardia no corpo, a bravura do olhar quando se cruzavam 'sopros do vento', com tanto tempo já passado, ainda se sentem provenientes do gesto físico que nunca se deu.
O toque, podia estar tão esclarecido e no mesmo instante ainda tão misterioso. Ou poderá, dado o pensamento do autor ser de tal confiante, que se perde na consciência do absurdo da insconsciência da sua memória.
O desenrolar do conto não sentirá um fim..nem sequer o ínicio é certo do que foi capaz de vir viver, por isso, impossível de avistar um fim. É só certo, que, quando se abre o cofre, e se olha o brilhar incessante que dura desde o ínicio, o mundo do dependente, que é escritor, ainda vibra como vibra o mar, e a terra, e o vento, quando o mundo se exalta...

domingo, 22 de maio de 2011

Assim se diz.

Calhava ser, o dia do aniversário de um homem lá da aldeia. Pobre, e abandonado, trabalhava inteiros dias para ganhar o mísero pão de sustento. Ora, chegou a informação do aniversário desse pobre, ao homem mais poderoso lá da terra. O rei, decidiu então, dar-lhe um presente. Mandou um dos seus mais confiados criados encher uma bandeja dos restos do lixo do castelo do reino. Assim requintada, mandou-o chegar-se ao pobre, e entregou-lhe o presente destinado.

O velho, recebeu-o com alegria, e, notando que o criado se retirava, mandou-o voltar. Depois de recolher tudo aquilo que lhe haviam dado, pegou na bandeja, encheu-a de flores e proferiu: "Cada um, dá aquilo que tem".

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mais.

Perdi toda a minha consciência, alegrei toda a minha massa, construi forças para viver, e vivi. E novos modelos encaixaram nos vazios que me percorriam na alma, na parede que ainda tinha espaço onde se pintar. E encaixei. E pintei. E vivi mais um dia novo, ponderando as fronteiras, pintando um pouco mais nessa tela. Não concluí, mas o acrílico que percorre durante as breves ausências da mente, que agarra o artefacto, é rico demais e fomenta tudo aquilo que preciso para hoje me sentir inspirado o suficiente, para caracterizar uma mancha que voará.


domingo, 10 de abril de 2011

Sobe.

A noite cai e o deslumbrar do dia tornou-se arreliado, e vazio de matéria. Assim tudo aquilo que se propõe ao meu caminho, será tomado sem vontade. Esperei um olhar e tencionei livrar-me das debilidades, e no entanto caí noutro sono habitual. Tornou-se agradável a concessão de explodir no sonho com a mesma essência referida anteriormente, como quão verde é o jardim.
Não que se nade em águas sujas, mas porque não haverão elas de brilhar à reflexão da luz enorme que propaga das virtudes de quem as tem?

quinta-feira, 17 de março de 2011

Perdi-me.

Que explica tudo isso? Em torno do mundo. Em torno de todo o espaço categórico que decide ser imenso. Na verdade, sendo inteiro. Um olhar acanhado? Um olhar denotativo? Em torno de um mundo que é desconhecido? É misterioso, consistente. Robusto. Inexplicável?
E no entanto o mundo seguiu. É desconhecido qualquer pequeno ponto mais nesse espaço. Nesse espaço. E o espaço é enorme.
É inexplicável sem dúvida. Tanto que o é, não deixa de o ser. E não me permite mais dizê-lo. Está inteiro.
É um ponto tão cheio de essência, tão cheio de beleza na verdade! Mas tão desconhecido na realidade. É um ponto que avança em torno deste mundo comum. Neste espaço em que vivemos. Que se partilha inexplicavelmente. Porque apesar de se viver longe, vive-se perto. Sempre. É tudo realmente intrincado. E no entanto, é bonito, mas muito! Imensamente profundo. Profundo de maneira jamais existente. E digno de menção. E aquele olhar acanhado? O olhar esfíngico que pôs em perigo etapas. Que comprimiu passos. Que cingiu uma ligação indiscreta. O olhar de uma pérola brilhante. A preciosidade do anonimato é tal, que o espaço em que tudo se desenrola, se intimida ainda mais. Continuará? É a vida? É algo que desconheço completamente. Mas é bonito.
Reforço:
Algo tão distintivo, tão poderoso que nenhum caractere mencionado tem de perto a beleza que entrelaça toda a verdade do momento.
Muito, muito melodiosa na vida, esta música..

sábado, 15 de janeiro de 2011

Unicidade

Valerá a pena fatigar a ânsia e o ânimo que arco em mim a cada ocasião que se corre e se acumula de pincelar? Não. E no entanto, é no deleite do meu corpo que sinto todo o desejo para te pintar e escrever no intricável prazer de viver.
E quando assim aconteçer, choverá de alegria, e serás a luz extravagante que o sol ilumina.