Vais e Vens
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Raio
Como é possível sequer dirigir uma ordem que nem sequer sabe existir? A complexidade tornou-se de tal maneira ambígua, que só leva à exaltação de todas as vontades, e desejos que manifestamente se mostram evidentes, sem controlo algum, por parte de quem os dirigem, e que loucamente, são imunes a todo o poder...
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
o maior contraste.
Poderia permitir desvalecer-me no paraíso que são esses cristais de diamante cujos iluminam mais que todos os sóis e estrelas, que apartir do momento em que se me atravessaram tudo aquilo que possuo, fazendo assim com que todo o sangue que me corre nas veias viaja-se desde então sem sentido obrigatório, tornando-se frágil face a essa força, mas talvez ficasse de mim apenas uma imagem de corpo ridículo de que, proveniente, causado de tal luz, aviltavas.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Breve saudade de uma história real
As estrelas, monotonamente brilharam a noite passada, girando o mundo à volta da noite mitigada, usual como tantas. O sono acalmou, descuidou-se, e sem pensar sequer que a noite iria achar frutos passados, favorecendo o sentido contrário do desenrolar do tempo, relembrou-os, já com o sono avançado, decidindo fazer deles, os frutos mais frescos e coloridos do ramo da árvore que já nem sequer raíz portava.
O sonho voou sobre todos os mares e terrenos, de bolsos vazios, desfocou a realidade, bateu com a cabeça, e tornou-se na maior vontade que o coração impelia de recordar tudo aquilo que havia vivido em si de forma inconsciente. Assim decorreu, decorado do mais belo exclamar físico de um momento que, embora recordado e já vivido de forma muito intensa e bonita, se pronunciou extraordinariamente belo novamente, e tão intensamente, que o fim do enredo a que se submeteu o finito do sonho, se tornou mesmo muito triste ao prenunciador, ao sentido ser, ser que nunca quis tanto nunca ser consciente da precisão a que o mundo vive. Embora consciente do irrealizável cruzar dos ramos que se encontram cada um no oposto dessa árvore da vida, o autor tornou-se daí em diante, um culpado rude do futuro não ser amarelo dado o passado inconsciente em que viveu, causador de todos os rasgos que lamenta ainda de vez em quando..
Guardou o sonho.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Expressão de boas memórias.
É verdadeiramente necessário realçar o contínuo riscar que gradualmente se tornava cheio de vida, sorriso jubiloso olhar, essência que ondula ainda em cabelos nunca sentidos, censurando o desinteresse dos campos de visão da gente do outro lado do mundo da mente dona do próprio pensamento. Isto, porque o currículo do pensamento é vigorosamente extenso, as palavras saltam as folhas, juntas no receptáculo dos olhos da mente, quer do próprio pensador, quer dos que o lêm..Impressionante é notar, como o autor consegue saudar, e sobre este, inspirar-se no optimismo de crer que os passos que tremeram, os nervos que se salientaram, o calor que ardia no corpo, a bravura do olhar quando se cruzavam 'sopros do vento', com tanto tempo já passado, ainda se sentem provenientes do gesto físico que nunca se deu.
O toque, podia estar tão esclarecido e no mesmo instante ainda tão misterioso. Ou poderá, dado o pensamento do autor ser de tal confiante, que se perde na consciência do absurdo da insconsciência da sua memória.
O desenrolar do conto não sentirá um fim..nem sequer o ínicio é certo do que foi capaz de vir viver, por isso, impossível de avistar um fim. É só certo, que, quando se abre o cofre, e se olha o brilhar incessante que dura desde o ínicio, o mundo do dependente, que é escritor, ainda vibra como vibra o mar, e a terra, e o vento, quando o mundo se exalta...
O toque, podia estar tão esclarecido e no mesmo instante ainda tão misterioso. Ou poderá, dado o pensamento do autor ser de tal confiante, que se perde na consciência do absurdo da insconsciência da sua memória.
O desenrolar do conto não sentirá um fim..nem sequer o ínicio é certo do que foi capaz de vir viver, por isso, impossível de avistar um fim. É só certo, que, quando se abre o cofre, e se olha o brilhar incessante que dura desde o ínicio, o mundo do dependente, que é escritor, ainda vibra como vibra o mar, e a terra, e o vento, quando o mundo se exalta...
domingo, 22 de maio de 2011
Assim se diz.
Calhava ser, o dia do aniversário de um homem lá da aldeia. Pobre, e abandonado, trabalhava inteiros dias para ganhar o mísero pão de sustento. Ora, chegou a informação do aniversário desse pobre, ao homem mais poderoso lá da terra. O rei, decidiu então, dar-lhe um presente. Mandou um dos seus mais confiados criados encher uma bandeja dos restos do lixo do castelo do reino. Assim requintada, mandou-o chegar-se ao pobre, e entregou-lhe o presente destinado.
O velho, recebeu-o com alegria, e, notando que o criado se retirava, mandou-o voltar. Depois de recolher tudo aquilo que lhe haviam dado, pegou na bandeja, encheu-a de flores e proferiu: "Cada um, dá aquilo que tem".
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Mais.
Perdi toda a minha consciência, alegrei toda a minha massa, construi forças para viver, e vivi. E novos modelos encaixaram nos vazios que me percorriam na alma, na parede que ainda tinha espaço onde se pintar. E encaixei. E pintei. E vivi mais um dia novo, ponderando as fronteiras, pintando um pouco mais nessa tela. Não concluí, mas o acrílico que percorre durante as breves ausências da mente, que agarra o artefacto, é rico demais e fomenta tudo aquilo que preciso para hoje me sentir inspirado o suficiente, para caracterizar uma mancha que voará.
domingo, 10 de abril de 2011
Sobe.
A noite cai e o deslumbrar do dia tornou-se arreliado, e vazio de matéria. Assim tudo aquilo que se propõe ao meu caminho, será tomado sem vontade. Esperei um olhar e tencionei livrar-me das debilidades, e no entanto caí noutro sono habitual. Tornou-se agradável a concessão de explodir no sonho com a mesma essência referida anteriormente, como quão verde é o jardim.
Não que se nade em águas sujas, mas porque não haverão elas de brilhar à reflexão da luz enorme que propaga das virtudes de quem as tem?
quinta-feira, 17 de março de 2011
Perdi-me.
Que explica tudo isso? Em torno do mundo. Em torno de todo o espaço categórico que decide ser imenso. Na verdade, sendo inteiro. Um olhar acanhado? Um olhar denotativo? Em torno de um mundo que é desconhecido? É misterioso, consistente. Robusto. Inexplicável?
E no entanto o mundo seguiu. É desconhecido qualquer pequeno ponto mais nesse espaço. Nesse espaço. E o espaço é enorme.
É inexplicável sem dúvida. Tanto que o é, não deixa de o ser. E não me permite mais dizê-lo. Está inteiro.
É um ponto tão cheio de essência, tão cheio de beleza na verdade! Mas tão desconhecido na realidade. É um ponto que avança em torno deste mundo comum. Neste espaço em que vivemos. Que se partilha inexplicavelmente. Porque apesar de se viver longe, vive-se perto. Sempre. É tudo realmente intrincado. E no entanto, é bonito, mas muito! Imensamente profundo. Profundo de maneira jamais existente. E digno de menção. E aquele olhar acanhado? O olhar esfíngico que pôs em perigo etapas. Que comprimiu passos. Que cingiu uma ligação indiscreta. O olhar de uma pérola brilhante. A preciosidade do anonimato é tal, que o espaço em que tudo se desenrola, se intimida ainda mais. Continuará? É a vida? É algo que desconheço completamente. Mas é bonito.
Reforço:
Algo tão distintivo, tão poderoso que nenhum caractere mencionado tem de perto a beleza que entrelaça toda a verdade do momento.
Muito, muito melodiosa na vida, esta música..
E no entanto o mundo seguiu. É desconhecido qualquer pequeno ponto mais nesse espaço. Nesse espaço. E o espaço é enorme.
É inexplicável sem dúvida. Tanto que o é, não deixa de o ser. E não me permite mais dizê-lo. Está inteiro.
É um ponto tão cheio de essência, tão cheio de beleza na verdade! Mas tão desconhecido na realidade. É um ponto que avança em torno deste mundo comum. Neste espaço em que vivemos. Que se partilha inexplicavelmente. Porque apesar de se viver longe, vive-se perto. Sempre. É tudo realmente intrincado. E no entanto, é bonito, mas muito! Imensamente profundo. Profundo de maneira jamais existente. E digno de menção. E aquele olhar acanhado? O olhar esfíngico que pôs em perigo etapas. Que comprimiu passos. Que cingiu uma ligação indiscreta. O olhar de uma pérola brilhante. A preciosidade do anonimato é tal, que o espaço em que tudo se desenrola, se intimida ainda mais. Continuará? É a vida? É algo que desconheço completamente. Mas é bonito.
Reforço:
Algo tão distintivo, tão poderoso que nenhum caractere mencionado tem de perto a beleza que entrelaça toda a verdade do momento.
Muito, muito melodiosa na vida, esta música..
sábado, 15 de janeiro de 2011
Unicidade
Valerá a pena fatigar a ânsia e o ânimo que arco em mim a cada ocasião que se corre e se acumula de pincelar? Não. E no entanto, é no deleite do meu corpo que sinto todo o desejo para te pintar e escrever no intricável prazer de viver.
E quando assim aconteçer, choverá de alegria, e serás a luz extravagante que o sol ilumina.
E quando assim aconteçer, choverá de alegria, e serás a luz extravagante que o sol ilumina.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Tela.
Não fora nada mais nada menos que o olhar de uma criança sobre o grandioso mar e terra de mundo, a que essa flor fazia pertencer, àquele jardim radiante. Uma simples volantim que dançara sobre um piso lavorado de pétalas, já beijadas e guardadas. Uma simples ternura que acabou com a indigência. Um simples momento que prezou o beijo no corpo (onde quer que seja, ou fosse) de um jeito maravilhoso.
Quando, com todo o prazer, um coração agradeçeu por ter deixado viver um pouco de um momento que olhava no paraíso, que ardeu numa labareda vinda de um homem azafamado. Vindo esse de uma mulher, que adoçava o olhar dos dois, em cada palavra que ditava.
Com o seu jeito, com toda a sua habilidade, com toda a pertinência e beldade, que a mulher linda, tem para beijar o coração, com apenas a sua imagem.
Com o perfume único, que ela o faz a ele, cheirar de desejo,
em prazer de loucura..
Quando, com todo o prazer, um coração agradeçeu por ter deixado viver um pouco de um momento que olhava no paraíso, que ardeu numa labareda vinda de um homem azafamado. Vindo esse de uma mulher, que adoçava o olhar dos dois, em cada palavra que ditava.
Com o seu jeito, com toda a sua habilidade, com toda a pertinência e beldade, que a mulher linda, tem para beijar o coração, com apenas a sua imagem.
Com o perfume único, que ela o faz a ele, cheirar de desejo,
em prazer de loucura..
Rua
Depois de um espirro, e um suspiro, e ao virar a cabeça ao engenho do meu sono, alcançei com um pequeno esforço, uma palavra. E longe ouvi o meu nome, bem além. E transgridi as regras da noite, saltando do meu espaço, içando-me à luz que esse olhar fazia gerar, e nem pensei que se roubasse uma palavra ao poema, ele não rimava da mesma maneira. E tirei-a. E guardei-a para mim, para o meu livro. E houve um poema que eu não conhecia que ficou incompleto. Mas precisava de fazer algo importante, que senti. E fi-lo.
E o mundo ao rodar, entornava-me a mente, esboçando as minhas letras de pensamentos escuros. Tal como a rua onde escrevo. Escura. Mas era nesse escuro que a maior luz brilhava. O poema escrevia-se a si a cada passo, a cada rua que fazia o ar inspirar-se.
O poema escreve-se no primeiro verso. Só que o mundo roda muitas vezes. E o apoio caloroso da luz brilhante que entrelaça na noite, é forte.
A pétala da flor que nasce no jardim, é única. A gota de água que a refresca é transparente como essa luz na escuridão que sempre brilha. Tenho em frente o jardim que faz continuar a rua sem o mesmo piso. Mudam-se tempos, vai rodando o mundo, escrevem-se os versos, deita-se o corpo.
Esboça-se a vontade de dar de viver. O poema de uma vida é o caminhar do meu corpo. Sou nada, talvez, no jardim em que há uma única flor. Mas sou tudo onde viajo. E onde viajo voo no mar e nado no céu. Pois tenho em mim, toda a arte, para te pintar, num simples traço. E vives na grandeza cuja razão não alcança. E se me perguntar onde estou, digo que estou num poema, onde sou dono das palavras que escrevo, para rimar as minhas letras, de sonhador, com feliz. Rima de todas as maneiras que o poeta quiser que rimem.
Rimam como rima um poema, no livro, onde poiso tinta. Rima como a vida rima, com a vontade do querer.
E o mundo ao rodar, entornava-me a mente, esboçando as minhas letras de pensamentos escuros. Tal como a rua onde escrevo. Escura. Mas era nesse escuro que a maior luz brilhava. O poema escrevia-se a si a cada passo, a cada rua que fazia o ar inspirar-se.
O poema escreve-se no primeiro verso. Só que o mundo roda muitas vezes. E o apoio caloroso da luz brilhante que entrelaça na noite, é forte.
A pétala da flor que nasce no jardim, é única. A gota de água que a refresca é transparente como essa luz na escuridão que sempre brilha. Tenho em frente o jardim que faz continuar a rua sem o mesmo piso. Mudam-se tempos, vai rodando o mundo, escrevem-se os versos, deita-se o corpo.
Esboça-se a vontade de dar de viver. O poema de uma vida é o caminhar do meu corpo. Sou nada, talvez, no jardim em que há uma única flor. Mas sou tudo onde viajo. E onde viajo voo no mar e nado no céu. Pois tenho em mim, toda a arte, para te pintar, num simples traço. E vives na grandeza cuja razão não alcança. E se me perguntar onde estou, digo que estou num poema, onde sou dono das palavras que escrevo, para rimar as minhas letras, de sonhador, com feliz. Rima de todas as maneiras que o poeta quiser que rimem.
Rimam como rima um poema, no livro, onde poiso tinta. Rima como a vida rima, com a vontade do querer.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Mundo.
Momento tão bonito..em que se nos dá a sensação de que o mundo nos parou..uma sensação aconchegante e brilhante.. É comigo e contigo. E de ser, é maior. E esse mundo de uma vida parou. De mim para ti. E o meu mundo parou , para ser teu.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Conforto.
Viver pelo caminho. Caminhar pela vida, sejam elas quantas forem. Nasce da semente a mais bela definição do que me vai no pensamento. Pular de poça em poça, chapinhar uma ou mais gotas de água, tomadas do refresco, a um bocejo ocaso, discreto. Ultrapassar em unanimidade a parede. Duas paredes. Aconchegar o fogoso calor do toque. Abraçar do quão longo tamanho for capaz de tomar o coração. Dar de Viver ao que tem viver. Dar de viver ao que faz um sorriso no rosto. Esbelto. Formoso que seja. Que de tanto seja. Que no meio de tanto, a melhor consegue ser. Essa flor.
Vidas vivem para o mundo.
O meu mundo vive para ti.
Vidas vivem para o mundo.
O meu mundo vive para ti.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Coração.
Coração, que sempre és quente, nem que de pouco sangue sejas, e nem de que pouco vivas, tens-te sempre em ti, coração presente. Nem de todo o tédio que te faças sentir, ou de toda a dor que te faças apertar, nem uma lágrima vale o choro que fazes chorar. Nem de um inimigo vale viver, vives só, para quem te faz merecer.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Como existes?
Vamos pela vida intercalando épocas de entusiasmo com épocas de desilusão... De vez em quando andamos inchados como velas e caminhamos velozes pelo mar do mundo; noutras ocasiões – mais frequentes do que as outras – estamos murchos como folhas que o tempo engelhou. Temos períodos dourados, em que caminhamos sobre nuvens e tudo nos parece maravilhoso quando afinal de repente nos apresse a pior dita mensagem sob a lágrima da nossa face – em que talvez nos apetecesse adormecer e ficar assim durante o tempo necessário para que tudo voltasse a ser belo. Porque na verdade é necessário, secar o derradeiro espaço que humidaste com esse gesto. Não fui capaz de chorar por muito tempo, até hoje que vi a grande razão do meu choro. Quando vi partilhar, o que pensei ser o meu bem. O meu doce prazer.
Entristeci, como não haver a muito. Há muito. Há muito. Não sabes sequer o que quer isso dizer para mim.Acontece sem esperarmos que aconteça, e constitui, sem dúvida, um sinal de imaturidade. Sou ainda criança. Porque é que pessoas como eu, nos deixamos levar demasiado por entusiasmos, quando já devíamos ter aprendido que não podem ser duradouros.
Isto é o que é, e não pode ser mais do que isso.
Quando desejo muito uma coisa, penso que se a alcançar obtenho uma espécie de céu azul, de sol quente e brilhante, de um conforto especial.. e não forçamos de maneira nenhuma um sorriso que nos esbate a face. Gasta-se o dourado, esborooa-se o algodão das nuvens. Aquilo já não proporciona um paraíso. Mas porque não?
E é nesse momento que chega a desilusão, com todo o seu cortejo de possíveis consequências desagradáveis: quase passam pela cabeça coisas como fugir deste mundo, saltar de uma ponte, gritar até se nos explodir o sentimento do coração..e, então, surge o desejo de partir atrás de outro entusiasmo:queremos voltar a amar…
Mas nunca mais conseguimos aprender o que isso é. A culpa não está nas coisas nem está nas outras pessoas. Se nos desiludimos, a culpa é nossa, e agora é minha: porque me deixei iludir; porque me deixei levar por essa ilusão.
Quando desiludidos não estamos a ser justos nem com as pessoas nem com as coisas.
Nenhuma pessoa, nenhuma das coisas com que lidamos pode satisfazer plenamente o nosso desejo de bem, de felicidade, de beleza. Mas talvez tu fazias. Talvez tu me assim serias. Porque já foste. E já tu me deste esse conceito. E já tu me deste o beijo que era decerto, na minha mente um beijo só nosso. Mas pergunto-me porquê a desilusão da descoberta: de que tudo isso não passou de uma fantochada que gostei de ouvir..por pensar ser real.
Se ambicionar um bem perfeito e eterno, ele deve existir. Só pode acontecer que exista. Mas deve ser preciso procurar num lugar mais adequado..e talvez eu não esteja assim tão perto disso..talvez a desilusão não esteja noutro lado... Talvez te encontre noutro lado que não aqui. Porque aqui tenho medo de te ver. Aqui onde estás todos os dias não és tu. Não és o amor que eu quero. Não és a pessoa que eu conheço. És uma mulher diferente, seca, pouco meiga, e fria..
E a minha mulher é especial, cheia de dom, linda, quente, doce, e acima de tudo a minha mulher é uma Princesa. E tu eras. Mas se te tornas como primeira, então não és mulher minha..és mulher que não olho sequer..és desilusão. És nada em mim. Existes? Quando estás nos meus sonhos.
Quando és verdadeira.
Quando penso que ainda és real.
Entristeci, como não haver a muito. Há muito. Há muito. Não sabes sequer o que quer isso dizer para mim.Acontece sem esperarmos que aconteça, e constitui, sem dúvida, um sinal de imaturidade. Sou ainda criança. Porque é que pessoas como eu, nos deixamos levar demasiado por entusiasmos, quando já devíamos ter aprendido que não podem ser duradouros.
Isto é o que é, e não pode ser mais do que isso.
Quando desejo muito uma coisa, penso que se a alcançar obtenho uma espécie de céu azul, de sol quente e brilhante, de um conforto especial.. e não forçamos de maneira nenhuma um sorriso que nos esbate a face. Gasta-se o dourado, esborooa-se o algodão das nuvens. Aquilo já não proporciona um paraíso. Mas porque não?
E é nesse momento que chega a desilusão, com todo o seu cortejo de possíveis consequências desagradáveis: quase passam pela cabeça coisas como fugir deste mundo, saltar de uma ponte, gritar até se nos explodir o sentimento do coração..e, então, surge o desejo de partir atrás de outro entusiasmo:queremos voltar a amar…
Mas nunca mais conseguimos aprender o que isso é. A culpa não está nas coisas nem está nas outras pessoas. Se nos desiludimos, a culpa é nossa, e agora é minha: porque me deixei iludir; porque me deixei levar por essa ilusão.
Quando desiludidos não estamos a ser justos nem com as pessoas nem com as coisas.
Nenhuma pessoa, nenhuma das coisas com que lidamos pode satisfazer plenamente o nosso desejo de bem, de felicidade, de beleza. Mas talvez tu fazias. Talvez tu me assim serias. Porque já foste. E já tu me deste esse conceito. E já tu me deste o beijo que era decerto, na minha mente um beijo só nosso. Mas pergunto-me porquê a desilusão da descoberta: de que tudo isso não passou de uma fantochada que gostei de ouvir..por pensar ser real.
Se ambicionar um bem perfeito e eterno, ele deve existir. Só pode acontecer que exista. Mas deve ser preciso procurar num lugar mais adequado..e talvez eu não esteja assim tão perto disso..talvez a desilusão não esteja noutro lado... Talvez te encontre noutro lado que não aqui. Porque aqui tenho medo de te ver. Aqui onde estás todos os dias não és tu. Não és o amor que eu quero. Não és a pessoa que eu conheço. És uma mulher diferente, seca, pouco meiga, e fria..
E a minha mulher é especial, cheia de dom, linda, quente, doce, e acima de tudo a minha mulher é uma Princesa. E tu eras. Mas se te tornas como primeira, então não és mulher minha..és mulher que não olho sequer..és desilusão. És nada em mim. Existes? Quando estás nos meus sonhos.
Quando és verdadeira.
Quando penso que ainda és real.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Acreditar.
'Quase acreditei que não era nada ao me tratarem como nada. Quase acreditei que não seria capaz quando não me chamavam, por acharem que eu não era capaz. Quase acreditei que não sabia quando não me perguntavam por acharem que eu não sabia.
Quase acreditei ser diferente entre tantos iguais, entre tantos capazes e sabidos, entre tantos que eram chamados e escolhidos.
Quase acreditei estar de fora quando me deixavam de fora, porque...que falta faria? E, de quase acreditar, Adoeci.
Busquei ajuda com doutores, mestres, mágicos e querubins.
Procurei a cura em toda a parte e ela estava tão perto de mim.
Ensinaram-me a olhar para dentro de mim mesmo e perceber que sou exactamente, como os iguais que me faziam diferente.
E acreditei profundamente em mim. E tenho como dívida com a vida, fazer com que cada ser humano se perceba, se ame, se admire de si mesmo, como verdadeira fonte de riqueza. Foi assim que cresci, acreditando. Sou exactamente do tamanho de todos os outros, mas, por acreditar, perdi o medo de dizer, de falar, participar, e até de cometer enganos.
Mas e se errar?
Paciência. Continuo vivendo por isso aprendendo. E acreditanto do que aprendi de ter vivido.
Porque a vida é uma lição.
E errar é humano.
Quase acreditei ser diferente entre tantos iguais, entre tantos capazes e sabidos, entre tantos que eram chamados e escolhidos.
Quase acreditei estar de fora quando me deixavam de fora, porque...que falta faria? E, de quase acreditar, Adoeci.
Busquei ajuda com doutores, mestres, mágicos e querubins.
Procurei a cura em toda a parte e ela estava tão perto de mim.
Ensinaram-me a olhar para dentro de mim mesmo e perceber que sou exactamente, como os iguais que me faziam diferente.
E acreditei profundamente em mim. E tenho como dívida com a vida, fazer com que cada ser humano se perceba, se ame, se admire de si mesmo, como verdadeira fonte de riqueza. Foi assim que cresci, acreditando. Sou exactamente do tamanho de todos os outros, mas, por acreditar, perdi o medo de dizer, de falar, participar, e até de cometer enganos.
Mas e se errar?
Paciência. Continuo vivendo por isso aprendendo. E acreditanto do que aprendi de ter vivido.
Porque a vida é uma lição.
E errar é humano.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Beijo.
Deixo que as pétalas das rosas me beijem a face, que o cheiro da terra lavrada me leve ao lugar onde mantenho o pensamento fértil de sonhos…
Deixo que me iluda quando vejo uma águia voar, uma criança sorrir…
Mas é quando olho a Mulher que vejo os meus sonhos guardados num quarto escuro e vazio… fechados, empestados de bolor agoniante…
Trago a beleza da vida em palavras, encho a folha branca, vazia, de amores, de oceanos, de luares, de sonhos…
Mancho as letras com as lágrimas da realidade, rasgo folhas de papel e choro… caem-me as palavras dos olhos… as frases enrolam-se na garganta… a angustia de viver chega a ser inquietante… o poema faz-se no peito…
Olho para a imensidão do mar e vejo corpos desalinhados, desmembrados, queimados…
Olho para a fonte da saudade e vejo lágrimas de crianças a jorrarem na esperança de encontrar um abraço quente… que não vem…
Ergo-me do cansaço de quem sou… componho-me e vejo-me sorrir esperando o retorno de um beijo…Um beijo que encarna e faz-se ainda sentir nos meus lábios, como meu alimento… minha sobrevivência…minha fonte de prazer. Podem negar o bom assento, podem pedir que viaje, quando no linear, esse Beijo é só nosso. De ser tão perfeito no deslumbramento. De glorear o inabalável prazer que traz. O prazer que é só nosso. O prazer que ainda sinto do prazer que me dás. Do prazer que és.
No final das contas, quero-te para minha mulher..
Tudo o resto já não importa..
Talvez só mais a saudade que sinto, de te ser.
Deixo que me iluda quando vejo uma águia voar, uma criança sorrir…
Mas é quando olho a Mulher que vejo os meus sonhos guardados num quarto escuro e vazio… fechados, empestados de bolor agoniante…
Trago a beleza da vida em palavras, encho a folha branca, vazia, de amores, de oceanos, de luares, de sonhos…
Mancho as letras com as lágrimas da realidade, rasgo folhas de papel e choro… caem-me as palavras dos olhos… as frases enrolam-se na garganta… a angustia de viver chega a ser inquietante… o poema faz-se no peito…
Olho para a imensidão do mar e vejo corpos desalinhados, desmembrados, queimados…
Olho para a fonte da saudade e vejo lágrimas de crianças a jorrarem na esperança de encontrar um abraço quente… que não vem…
Ergo-me do cansaço de quem sou… componho-me e vejo-me sorrir esperando o retorno de um beijo…Um beijo que encarna e faz-se ainda sentir nos meus lábios, como meu alimento… minha sobrevivência…minha fonte de prazer. Podem negar o bom assento, podem pedir que viaje, quando no linear, esse Beijo é só nosso. De ser tão perfeito no deslumbramento. De glorear o inabalável prazer que traz. O prazer que é só nosso. O prazer que ainda sinto do prazer que me dás. Do prazer que és.
No final das contas, quero-te para minha mulher..
Tudo o resto já não importa..
Talvez só mais a saudade que sinto, de te ser.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
O Amor une para sempre. Pelo que sei.
Amar é deixar fluir. É deixar confundir. E deixar enlouquecer. Amar é sofrer. Assim como é sorrir. Assim como é compreender. Amar é esperar. É roer as unhas de ansiedade. É gritar de raiva. De felicidade. De aflição. Amar é tudo que é em excesso. Amar é pensar demais. É sonhar demais. E amar definitivamente é falar demais. Amar é correr sem medo e vergonha para um abraço. Amar é escrever, ler e ainda assim não entender. Amar é algo sem conclusão. Amar é infinito. Se for verdadeiro é definitivo. Não tem volta do amor. O amor é Xeque-Mate. O amor é se doar. O amor é chorar. De raiva. De alegria. De tristeza. Magoa. Saudade. Saudade... Amor é chorar de amor. O amor nem sempre dá felicidades, mas é impossivel conseguir deixar o amor. Porque tu precisas dele. Existem pessoas que acreditam que para viver é necessário oxigênio. Pois bem, acho que o amor é mais importante. Amar é eterno. Amar nunca é certo. Sempre tem algo para encher de dúvidas. Amar nunca é fácil também. Porque as pessoas não dão valor para o que é fácil demais. O amor;o amar é difícil. Tens que lutar por ele. Tens que correr para ele e nunca dele. De qualquer forma... por mais que ele corra, ele é rápido. E te alcança. E te pega. E não te deixa. Ele entra no teu peito e de lá não sai nunca mais. Podes bater em teu próprio peito e gritar:"eu não amo", mas Tu, amas. Podes rasgar teu peito. O amor não sairá de lá. E a saudade estará com ele. E a ternura também. Assim como o carinho. Como a beleza. A simplicidade. A meiguice. O amor não tem idade também. Tu começas a amar quando nasces e nem quando morres, paras de amar. O amor é maior que a morte. Depois de o encontrares, vem em teu encontro, nunca te deixa. O Amor está em ti e faz-te viver. E nada mais tenho a dizer pois tenho de ir amar...
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Livro.
As páginas da vida são cheias de surpresas. Há capítulos de alegria. Muitos também de tristeza. Há fantasias, sofrimentos e decepções. Por isso, não rasgues páginas, nem saltes capítulos. Não te apresses em descobrir os mistérios, não percas a esperança, pois muitos são os finais felizes. E nunca te esqueças do principal: no livro da tua vida, o Autor és Tu.
sábado, 17 de julho de 2010
Sai por não sei quanto tempo.
Saí de casa em mais uma noite. Nesta noite agora sem ti. E não sei quando volto à minha cama. Mas é o que preciso. Desse ar lá de fora. Como tenho saudades tuas.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Estrela.
Cai a noite e fico só, aqui, sentado a escrever. Já não sei por onde vou, talvez, venha um dia saber..
Vem dizer, vem contar, e comigo ficarás para sempre aqui.
Amanhã tudo mudou..voltei, a ver-te como és. Já não sei porque acabou a noite, aquela que nos fez. Vem dizer, vem contar saber, e comigo ficarás para sempre.
E se o amanhã vier, talvez nos vá esconder, e quando a noite quiser, volto a apareçer.
Vem dizer, vem contar, e comigo ficarás para sempre aqui.
Amanhã tudo mudou..voltei, a ver-te como és. Já não sei porque acabou a noite, aquela que nos fez. Vem dizer, vem contar saber, e comigo ficarás para sempre.
E se o amanhã vier, talvez nos vá esconder, e quando a noite quiser, volto a apareçer.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Quando a nostalgia nos supera.
Nostalgia de viver…
Nostalgia, sentimento fiel e nobre
Nostalgia, sentimento fiel e nobre
Nostalgia, sentimento de vida, sentimento que o ser humano absorve
Nostalgia de momentos de felicidade, de momentos de ancestralidade
Momentos que conduzem o Homem, ao sentimento de amor, ao sentimento de saudade
Saudade de bons e áureos momentos
Vontade de o tempo parar e atrás regressar
Para sempre vivenciar…
Vivenciar momentos pessoais de carinho e ternura
Vivenciar momentos profissionais de emoção e bravura
Vivenciar a existência daqueles que hoje nos faltam
Vivenciar a presença de familiares e amigos que nos marcam
Para todo o sempre, para toda a existência
Que dotam a nossa vida, de nova e bela essência
Nostalgia, sentimento que faz lágrimas correr e a nossa mente voar
Nostalgia, que faz o ser humano desejar
Uma vida de imortalização, uma vida de concretização
Na qual possa escrever na subsistência, uma página de realização
Com os momentos do ontem, com os momentos do hoje e com os momentos do amanhã escritos com pureza, doçura, e uma página de grandiosidade para marcar a nossa presença nesta mundo..
Momentos que conduzem o Homem, ao sentimento de amor, ao sentimento de saudade
Saudade de bons e áureos momentos
Vontade de o tempo parar e atrás regressar
Para sempre vivenciar…
Vivenciar momentos pessoais de carinho e ternura
Vivenciar momentos profissionais de emoção e bravura
Vivenciar a existência daqueles que hoje nos faltam
Vivenciar a presença de familiares e amigos que nos marcam
Para todo o sempre, para toda a existência
Que dotam a nossa vida, de nova e bela essência
Nostalgia, sentimento que faz lágrimas correr e a nossa mente voar
Nostalgia, que faz o ser humano desejar
Uma vida de imortalização, uma vida de concretização
Na qual possa escrever na subsistência, uma página de realização
Com os momentos do ontem, com os momentos do hoje e com os momentos do amanhã escritos com pureza, doçura, e uma página de grandiosidade para marcar a nossa presença nesta mundo..
Nostalgia.
Silêncio.
Se não consegues entender o meu silêncio de nada te adiantarão as palavras, pois é no silêncio das minhas que estão todos os meus maiores sentimentos.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Passagem.
Quando queremos algo de verdade não há nada que nos separe do nosso ideal.O que existe é o peso do quanto teremos que nos dedicar e das coisas que teremos que abrir mão. A vida é feita de escolhas. Eu escolhi nunca desistir dos meus sonhos. Dos meus ideais. Das minhas esperanças.
Eu, escolhi.
Eu, escolhi.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
?a
Porque me mentes vida? Porque me dás algo tão bom que me faz sorrir, e depois me levas de novo? Porque não posso guardar e dormir nessa presença? Porque não posso ouvir uma palavra no meio da rotina? Ou um encontro? Porque me agarras sem poder fugir, quando é o que mais quero? Porque me lembras quando esqueço? E me dás prazer tão grande tão pouco, que me ferida o coração de saudade enorme? Serão as tuas palavras verdadeiras? As que havias falado em mim, que tanto estampam?
E se estava chateado contigo? Até de parte. Mas não é esse o sentimento. É a tristeza de chuva que me abate quando trancas a porta. Quando trancas a porta num lado oposto ao meu, onde não te posso ver. Onde trocas e ages sem te poder ver. Onde não consigo ouvir-te ou sentir-te. Onde foges para longe e voltas passado grande tempo, esperando que fique indiferente.
Porque foges tão longe na presença de tantos sem mim, na varanda, pincelando uma tela que não voará sobre o teu olhar porque não mereçes. E no entanto mostrarei porque gosto de ti.
Quem me dera um sonho esse, em que não havia palavras, só o silêncio de um abraço, que chama.
Um dia queria casar contigo. Porque na verdade, o que mais gosto é de estar na tua presença. Mas não me deixes a morrer seco de brilho. Porque vida, não vivo sem ti, e não me deixes morrer para então saber que não vivi.
E se estava chateado contigo? Até de parte. Mas não é esse o sentimento. É a tristeza de chuva que me abate quando trancas a porta. Quando trancas a porta num lado oposto ao meu, onde não te posso ver. Onde trocas e ages sem te poder ver. Onde não consigo ouvir-te ou sentir-te. Onde foges para longe e voltas passado grande tempo, esperando que fique indiferente.
Porque foges tão longe na presença de tantos sem mim, na varanda, pincelando uma tela que não voará sobre o teu olhar porque não mereçes. E no entanto mostrarei porque gosto de ti.
Quem me dera um sonho esse, em que não havia palavras, só o silêncio de um abraço, que chama.
Um dia queria casar contigo. Porque na verdade, o que mais gosto é de estar na tua presença. Mas não me deixes a morrer seco de brilho. Porque vida, não vivo sem ti, e não me deixes morrer para então saber que não vivi.
sábado, 26 de junho de 2010
a.
Não importa o que aconteçer. Eu vou amar-te sempre mesmo não querendo. Mesmo se isso não implicar a união. Porque és uma história que perdura.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Dor do leito.
E quando me cheguei ao tempo, fugiu-me. Receoso de um ataque, quando apenas queria conforto. Dizer-lhe para me deixar deitado. Para me deixar de corpo morto. Só nos sonhos ainda ouço palavras e sinto gestos. Cada hora de levanto, é uma hora nostálgica de dor. Onde estão os teus braços?
Os meus não têm força. As pernas já não caminham.
A cabeça pesa. E mais ainda, pesa o coração, encharcado de chuva, deste vento que me inflama a chama.
E esse Homem fugiu-me quando lhe queria pedir só mais umas horas do insconsciente.
Regam-se os caminhos fluentes de erva daninha. Tapam-se as passagens. Fecham-se as portas de ferrugem metálica. Fecha-se o coração numa chave que é tua. Fecha-se um corpo que morre de dor. Fecha-se uma vida, que não tem razão de caminho.
Abre-se o fim, de um sentimento guardado no coração, de um Homem degénere, que cai sobre terras lamaçadas de água desnecessária. Que escrevem saudades de si mesmas.
Escreve-se o insuficiente sentido das palavras num texto escuro. Em uma palavra, que regide a vida do Homem, que morreu no todo do seu corpo, pelos seus erros. Amo de saudade a companhia amiga, que já nem tal quer ela afligir.
Pediu desculpa ao mundo, e morreu ali.
Os meus não têm força. As pernas já não caminham.
A cabeça pesa. E mais ainda, pesa o coração, encharcado de chuva, deste vento que me inflama a chama.
E esse Homem fugiu-me quando lhe queria pedir só mais umas horas do insconsciente.
Regam-se os caminhos fluentes de erva daninha. Tapam-se as passagens. Fecham-se as portas de ferrugem metálica. Fecha-se o coração numa chave que é tua. Fecha-se um corpo que morre de dor. Fecha-se uma vida, que não tem razão de caminho.
Abre-se o fim, de um sentimento guardado no coração, de um Homem degénere, que cai sobre terras lamaçadas de água desnecessária. Que escrevem saudades de si mesmas.
Escreve-se o insuficiente sentido das palavras num texto escuro. Em uma palavra, que regide a vida do Homem, que morreu no todo do seu corpo, pelos seus erros. Amo de saudade a companhia amiga, que já nem tal quer ela afligir.
Pediu desculpa ao mundo, e morreu ali.
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