De tantas fachadas. E correntes que me prendiam. De um tão preso falar, tímido de expressão. De uma linha que pouca cor tinha. De tão tingida que aparentava mostrar-se. Que em poucas garras me conseguia arranhar.
Neste caminho que aqui vou, de que tanto falo, parei um pouco em pensamento. Porquê mais um riscar deste? Porque guardar mais um rascunho de lamento? Porque não volto ao historiador mais profundo já sido? É só que não consigo agora.
Consigo apenas transmitir-me nesta linha currente. E não sou capaz de me abstrair num tanto assim.
Mas parei. Para me ver. Dificilmente vejo quem sou. E não largo um anterior que tanto me marca. Nem me podes pedir sequer isso. Tudo está comigo eternamente.
Num enrolar de escadas descidas, em sinal de equílibrio presente e futuro.
Quão atormento e sofrimento está no campo do sucesso. Capaz de poder olhar para trás, e mencionar um Feliz Hoje devido a um Pobre e triste passado lutador. É um lema forte.
Encartado de Saudade. De uma luz brilhante que me levantava e protegia. Sei de que era. De um segundo que em cada tão diferente.
Já é tarde. Apaguei a luz e voltei adormeçer, depois de uma escrita saudativa. Num cheiro presente com este tecido.
Neste escuro em que pouco me mexo exteriormente, de medo fraquejar sem ti tão vivente.
Um pouco de sossego. E meu amigo, demora o tempo que precisares.
Mas não demores muito.
Pois eu chamo-te em sinal de futuro.
~ E a luz continuou brilhando no meu torno...
Essa luz de flor. ~
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