A lua espreita por entre os cortinados de uma janela de um quarto que recebe a noite com solidão.
E numa cama de lençois de seda um corpo arde de desejo.
Há ansia de um toque e procura do sabor de um beijo.
Uma mão percorre sozinha por todos os mais pequenos recantos do próprio corpo.
Há respiração ofegante que deseja um outro corpo que a distância detem o toque de ambos carentes de sentir. Seus lábios murmuram o nome de um amante distante.
O fresco do lençol roça o seu peito, enquanto sua mão procura dar-lhe um prazer Solitário e audaz.
Na mente só um desejo,o de aquele momento partilhado no momento de mais prazer.
Há alguém longe que partilha o mesmo numa mistura de palavras quentes e desejosas de carícias verdadeiras amando-se assim os amantes distantes,
à luz que espreita por entre os cortinados.
Amantes distantes perdidos e sós. Que nunca caiam as pontes entre eles.
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