domingo, 27 de junho de 2010

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Porque me mentes vida? Porque me dás algo tão bom que me faz sorrir, e depois me levas de novo? Porque não posso guardar e dormir nessa presença? Porque não posso ouvir uma palavra no meio da rotina? Ou um encontro? Porque me agarras sem poder fugir, quando é o que mais quero? Porque me lembras quando esqueço? E me dás prazer tão grande tão pouco, que me ferida o coração de saudade enorme? Serão as tuas palavras verdadeiras? As que havias falado em mim, que tanto estampam?
E se estava chateado contigo? Até de parte. Mas não é esse o sentimento. É a tristeza de chuva que me abate quando trancas a porta. Quando trancas a porta num lado oposto ao meu, onde não te posso ver. Onde trocas e ages sem te poder ver. Onde não consigo ouvir-te ou sentir-te. Onde foges para longe e voltas passado grande tempo, esperando que fique indiferente.
Porque foges tão longe na presença de tantos sem mim, na varanda, pincelando uma tela que não voará sobre o teu olhar porque não mereçes. E no entanto mostrarei porque gosto de ti.
Quem me dera um sonho esse, em que não havia palavras, só o silêncio de um abraço, que chama.
Um dia queria casar contigo. Porque na verdade, o que mais gosto é de estar na tua presença. Mas não me deixes a morrer seco de brilho. Porque vida, não vivo sem ti, e não me deixes morrer para então saber que não vivi.

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