segunda-feira, 19 de abril de 2010

De um sincero teu.

Deu-me uma certa incomodidade ao esticar-me até à pena de tinta. Pois não sabia o movimento que haveria de fazer para deixar ficar.
Não sabia o que iria evidenciar hoje. Para um receptor de boa qualidade.
Até porque fui muito longe hoje. Um longe demais em mim para o próprio. Tão longe, para um perfeito lugar vazio. Para o lugar que mais se esconde. Que ninguém de mim conheçe. Lugar que nem eu próprio sabera conheçer de tão longe ficado. E lá me mantive Em grandes tempos, deitado num imenso firmamento.
Deixei-me estar. E ao pouco começou a chover. Chovia imenso. E a mais um pouco trovejou. Luzes fortes em mantos escuros.
Tentei lançar-me mais para a frente. Para um esqueçimento inocente e matrealista.
Mas não consegui. Nem quero conseguir afinal. Mesmo num apesar de diferente sentido em parte que tomava comigo. Por também tua fortaleza que amolgas sem deixar.
É talvez um mal nosso não acordar. Depois de tão sono profundo a que estamos. Preciso só de um abanão. Para que acorde deste tanto que chove. Para que coloque um manto em ti, para ficares seca e cómoda. Evitante de chuva.
E tantas raízes sinto vontade de proliferar, com um novo gesto meu. Sou quem mais se me destaca a mim mesmo, com talvez gestos medíocres, para ti, como recebidos. De Forte saudade que longe imaginas buscar de calcamentos exteriores que pouco evitas.
Nestes dias é o que mais se me reescreve. Mas em simples puras vontades de te poder voltar a abraçar como em tempos. Em tempos que eram tão saudáveis e recordativos, sem rascunhos escritos à parte de "podendos".
O tempo não moleste. Incomoda fraudativamente feito Às minhas palavras. Mas é bom também de um certo modo positivo. É nele que me entrego agora. Leva-me onde achas que me deves levar, na rua ao lado do Amor saudativo e chamador. De imensa dor constante, que terminará. Mas não de um modo esqueçido e passante. Mas sim, como Ambos pretendem, pendentemente, juntos.
Não negante de um resgate em ti, para um breve silêncio de perfil, mal visto em projecção.
Dignamente, não sou crente de um Deus opositor à nossa posição. Que nos contre de um Par uníco. Não sou crente, de um sincero, Não.
Mas sim de uma teologia tua, que me guarde e proteja, e recíprocamente da minha parte.
Porque posso ser burro de um geral, mas sou dotado na vontade de te ter e querer. E de te levar ao extremo, como me saudo.
Ilumina o quarto que está vazio. A porta está aberta. e Olha num retrato que te vê. Sem egos.
Com vontade apenas de descrever um esquema visualizado de prosperidade passada em torno de um futuro crente.
E Não é um bloco rijo este.
É de mais séria vontade e trabalho.
Com Amor,
um VaiseVens.

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