sábado, 24 de abril de 2010

Num descer próprio, de subida.

Em rastos de pele seca, que pouco hidrato de mal conseguir, assim me vou num dificil caminho, com uma sentença que em poucos dedos levo. De gesto leve a agarro, com uma grande falta e cicatriz de vida inocente que me faz presente.
Que não me dá repouso. Só vontade de fugir, e correr por prados de relva alta, onde me deixe tropeçar e, cair. Que ali me deixe, um pouco, a reflectir.
"Puro sentido que não me ensinaste, e pouco te segurava, em braços fortes com Honra de Amar. Que ainda tenho, mas que por instantes, têm de ser posta no bolso" pensava..

Ao banquete que me dára, que caiu. "Fui eu quem virou as páginas, com a pressa de chegar até nós".
Deixei-me deitar naquele relvado, onde a paisagem me acompanhava, e o abismo me sufocava, e pouco me conseguia segurar.
E noto em mim a diferença. Agarrára o lápis num outro dedo. Que não sabia escrever. Pois este, não é digno de mim. Não é o meu bem de escrever, desta forma.
Noto um triste sentido no eu, neste livro. Não é este o caminho que escolhi para te pintar. É outro esse. Um outro não acabado, mas já começado.
Retomarei um decerto, esse caminho de protejo e inspiração.
Onde um Simples texto habite, com um bom sentido, em boas mãos de leitura. Numa boa maneira de ver.
Onde não haja pressas de o acabar.
Onde haja saudade, de ler um anterior novamente, e só assim ler, uma posterior currente.
Um livro que cantará, sem temer.
Num simples gesto fraterno, de estrela.
Num livro que não fechará.
Pois só não será acabada, essa pintura que um dia fiz para ti.

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