segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Breve saudade de uma história real

As estrelas, monotonamente brilharam a noite passada, girando o mundo à volta da noite mitigada, usual como tantas. O sono acalmou, descuidou-se, e sem pensar sequer que a noite iria achar frutos passados, favorecendo o sentido contrário do desenrolar do tempo, relembrou-os, já com o sono avançado, decidindo fazer deles, os frutos mais frescos e coloridos do ramo da árvore que já nem sequer raíz portava.
O sonho voou sobre todos os mares e terrenos, de bolsos vazios, desfocou a realidade, bateu com a cabeça, e tornou-se na maior vontade que o coração impelia de recordar tudo aquilo que havia vivido em si de forma inconsciente. Assim decorreu, decorado do mais belo exclamar físico de um momento que, embora recordado e já vivido de forma muito intensa e bonita, se pronunciou extraordinariamente belo novamente, e tão intensamente, que o fim do enredo a que se submeteu o finito do sonho, se tornou mesmo muito triste ao prenunciador, ao sentido ser, ser que nunca quis tanto nunca ser consciente da precisão a que o mundo vive. Embora consciente do irrealizável cruzar dos ramos que se encontram cada um no oposto dessa árvore da vida, o autor tornou-se daí em diante, um culpado rude do futuro não ser amarelo dado o passado inconsciente em que viveu, causador de todos os rasgos que lamenta ainda de vez em quando..
Guardou o sonho.

Sem comentários:

Enviar um comentário